terça-feira, 6 de abril de 2010

Um poema para uma Rosa


Na mais alta insensatez
Uma rosa foi aprisionada
De tão mórbida morada
Foi covardemente atirada
Despencou
Por causa da ausência de lucidez
Da mais completa estupidez
A rosa foi sufocada e caiu
Despetalou
Tão serena e tão bela
A pequena rosa
Murchou
Sua vida ainda incipiente
Se abreviou
Seu olhar incandescente
Não mais brilhou
Se apagou
Seu sorriso pueril
Silenciou
Isabela, rosa tão bela
Estrela eterna
A perversidade te anulou
O amor desbotou e
Grangrenou
Mas linda como tu eras
Ainda agora estás
Aconchegada aos braços ternos
Do criador.
Úrsula Vairo Maia

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